9 de mai. de 2014

Cinema e dança comandam fim de semana no Teatro Zélia Lessa

O Teatro Zélia Lessa tem atraído um público expressivo nos eventos (Foto: Ari Rodrigues)
                           O Teatro Zélia Lessa tem atraído um público expressivo nos eventos (Foto: Ari Rodrigues)

Um verdadeiro templo aberto à cultura local, onde as pessoas podem apreciar – e até experimentar – o gostinho das mais diversas manifestações artísticas. Em poucas palavras, essa tem sido a tônica do Teatro Zélia Lessa, em Itabuna. O espaço, reaberto no último dia 10 de abril, reservou esta sexta (09 de maio) e sábado (10) para o cinema e a dança.
Na sexta-feira, a partir das 19h30min, será a vez do "Cine Clube Grapiúna Mário Gusmão", com o lançamento do projeto "Nossos Nomes, Nossos Curtas". A programação, de acesso gratuito, inclui a exibição de três curtas-metragens. Um deles sobre "Caboclo Alencar", lendário fundador do Boteco "ABC da Noite", por onde já passaram nomes como o do ex-presidente Lula; o outro filme traz à tela a figura de José Nunes, com um histórico sobre os cinemas que já funcionaram em Itabuna; o terceiro vídeo trata exatamente do Teatro Zélia Lessa, fundado em 1986.
"Dançando para Júlio"
Começa uma série de homenagens à memória do dançarino Júlio Messias (Foto: Reprodução/Facebook)


A programação deste final de semana do Teatro Zélia Lessa, em Itabuna, terá cinema e dança. Hoje, a partir das 19h30min, será lançado o projeto Nossos Nomes, Nossos Curtas, quando serão exibidos curtas-metragens sobre Caboclo Alencar, do ABC da Noite, a história dos cinemas de Itabuna e, ainda, o Teatro Zélia Lessa, inaugurado em 1986.
A dança toma conta da programação de sábado (10). Das 15h às 17h de amanhã, os coreógrafos Micneias Lima e Wirlley Salles ensinarão os passos do zouk e dança de salão.
Já às 19h30min, ocorre a primeira apresentação do projeto “Dançando para Júlio”. Serão dez coreografias apresentadas em homenagem ao dançarino Júlio Messias, falecido há quase dois meses em Sergipe.
Segundo a atriz e diretora teatral Eva Lima, o “Dançando para Júlio” ocorrerá pelos próximos quatro sábados, reunindo artistas dança, poesia e teatro. O ingresso custa R$ 5,00 e um quilo de alimento. A renda será revertida para a mãe de Júlio.

Espaço próprio
Profissionais da dança levam sua arte ao Teatro Zélia Lessa (Foto: Eric Souza)Profissionais da dança levam sua arte ao Teatro Zélia Lessa (Foto: Eric Souza)O Teatro Zélia voltou a funcionar após reforma custeada pela FICC (Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania). É, no momento, o único espaço próprio do município, aberto às manifestações culturais e educacionais. Já foi palco, por exemplo, da aula inaugural do PreAfro (Pré-universitário para Afrodescendentes); do Sarau para Gal, em homenagem aos 37 anos de carreira da atriz Gal Macuco; e do lançamento do projeto "Dançando para Júlio", com exibição de um vídeo sobre a trajetória dele, no Dia Mundial da Dança, 29 de abril.
Logo na reabertura do espaço, o presidente da Ficc, Roberto José da Silva, chamou a atenção para a importância de a cidade ter um lugar próprio para abrigar as atividades artísticas. Adiantou, ainda, que o "Zélia Lessa" sediará oficinas gratuitas de teatro e dança, a serem ministradas por artistas e oficineiros do PACAIS (Programa de Arte e Cultura em Áreas de Interesse Social) e outros agentes culturais.
A atriz Eva Lima, diretora voluntária do Teatro Zélia Lessa, disse estar contente com a receptividade do itabunense diante do retorno daquele espaço. "Temos projetos para valorizar os nossos nomes. Me sinto orgulhosa por fazer parte da história desse teatro e ver que as pessoas estão saindo de casa para ver e fazer algo novo. De 80 a 100 pessoas compareceram por noite nos três últimos eventos, que ocorreram segunda, terça e quarta, dias atípicos. Por aí você tira o que a gente pode fazer quando realizarmos eventos nos dias mais habituais das pessoas saírem", ressaltou.
Ela revela que quando questionada sobre como Itabuna pode resgatar a efervescência cultural dos anos 80, responde: "É ir pra rua, é fazer; o nome é doação".

Fonte: Diário Bahia

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