30 de abr. de 2009

Psiqué: a lenda do Amor


Aconteceu dia 29 de abril no Centro de Cultura Adonias Filho, o espetáculo de dança Psiqué: a lenda do amor, da Academia Corpore. Muito bem dirigido e coreografado por Dayse Santos, Psiqué é realmente um espetáculo de encher os olhos.No decorrer do espetáculo, uma bailarina em especial, roubou a cena. O olhar compenetrado e tímido, da linda bailarina do grupo Núcleo Aprendendo Down, me emocionou. Não só a mim, mas tenho certeza que a todas as pessoas que encheram o Centro de Cultura numa noite realmente "especial".

A inclusão de alunos com Síndrome de Down pode ter na dança, no teatro, nas artes plásticas, um ótimo mecanismo auxiliar. Dando oportunidade das crianças especiais de participarem de atividades que façam com que elas se relacionem ao máximo com outras pessoas, as dificuldades inerentes, tornam-se mais amenas, possibilitando assim, uma inclusão social em todos os aspectos falando.

O que estamos oferecendo às crianças com necessidades especiais? A nossa Constituição estabelece em seu artigo 208 que o dever do Estado com a educação será efetivado mediante a garantia de atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência, preferencialmente na rede regular de ensino, mas como isto efetivamente pode se dar no sistema atual de ensino?O que esperamos com esta proposta é que as crianças com Síndrome de Down tenham igualdades de oportunidades, de valorização entre as pessoas, no desenvolvimento de habilidades, talentos pessoais, papéis sociais compatíveis com o contexto de vida, cultura, idade e gênero, como prioriza a nossa lei maior.

O interesse pela adaptação ao meio e a valorização dos papéis sociais, presentes na maioria das propostas educativas, decorrem da autonomia, como finalidade da educação de pessoas com deficiência. O portador da Síndrome de Down é capaz de compreender suas limitações e conviver com suas dificuldades, "73% deles tem autonomia para tomar iniciativas, não precisando que os pais digam a todo o momento o que deve ser feito." Isso demonstra a necessidade/possibilidade desses indivíduos de participar e interferir com certa autonomia em um mundo onde "normais" e deficientes são semelhantes em suas inúmeras deficiências.
Fonte: http://sindromedownpuc.blogspot.com/

22 de abr. de 2009

Fernando Peltier, uma vida que se que se confunde com a história do teatro

Fernando Peltier é diretor teatral, formado pela UFBa. Oriundo da época de ouro da Escola de Teatro, geração que revelou grandes talentos, tais como Rita Assemany, Othon Bastos e o próprio Fernando Peltier, entre outros,ele montou sua escola há alguns anos e hoje é considerado o diretor que mais forma profissionais, tanto os que não tem curso superior quanto os que ingressam na Escola vindos do seu grupo.

Sempre trabalhou com teatro infantil, montou peças de renome, como "Os Saltimbancos" e a "Turma da Mônica", quando trabalhou com Maurício de Souza, e também montagens de sua autoria, como "Heureca", que virou livro, "O Jardim das Borboletas", que ganhou muitos prêmios em festivais, e"Pinóquio", atualmente em turnê pelo interior da Bahia. Indicado para o prêmio Copene de melhor espetáculo infantil de 2000, Pinóquio está em cartaz desde então, encantando crianças de todas as idades.Criou o Projeto Ciranda do Teatro que trabalha a formação de platéias, com público escolar a partir de 02 anos de idade.

A convite do produtor Ari Rodrigues, o espetáculo Pinóquio está com temporada agendada pela bandas das terras do sem fim. As negociações estão andando a todo vapor, mas esbarra na dita "reforma" do Centro de Cultura Adonias Filho, que não rola e nem desenrrola.Mas o certo é que há um interesse do diretor em vir ao sul da Bahia. Vamos aguardar e ver o que a Fundação Cultural da Bahia nos reserva.